Saiba por que o Poderoso Deus de Nietzsche não Está Morto

poderoso deus e Nietzsche
Compartilhe!

Desde a cosmologia de Aristóteles e Platão, a tentativa de entender a força suprema a tudo e a todos, carinhosamente chamada de Deus pelos homens, o poderoso Deus, a história vem registrando diversas perspectivas que tentar explicar, como base e lógica, a causa desta vida matéria, de onde viemos, para onde vamos, qual é a razão da vida e da morte.

Neste texto vamos literalmente além, afinal, saber a causa da morte, do sofrimento e de uma vida que termina contra a nossa vontade merece algumas linhas de reflexão. Era o que pensava o filósofo grego Epicuro de Samos ao questionar a existência do mal. Em sua opinião, se Deus é onipotente, onisciente e benevolente, por que o mal existe? Caso você tenha alguma dúvida, deixe sua opinião no final.

Um Deus Materialista que Criou o Homem e a Morte a sua Semelhança

Entre outras coisas, filósofos como Epicuro, David Hume, Bertrand Russell, Richard Dawkins e John Lennox questionam que Deus é esse que faria seres sofredores e mortais a sua imagem e semelhança e teria criado o universo em sete dias, num sopro supremo? Afinal, convivemos com doenças incuráveis, raios, terremotos, furacões, tempestades, bichos ferozes, venenosos, plantas venenosas, traição, ganância, ódio, inveja, enfim, as ruínas a que estamos expostos no mundo de matéria nos fazem questionar se o poderoso Deus teria realmente criado seres humanos a sua imagem e semelhança.

Teria Deus criado a morte e o sofrimento por sua livre e espontânea vontade? Acho que faz mais sentido se nós, seres humanos, fossemos os responsáveis pela nossa própria desgraça e sermos condenados a viver presos nesta triste condição de nascer, sofrer e morrer sem saber o porque da vida e da morte. Viver sem saber a causa, com base e lógica, do sol, da lua, estrelas, planetas, água, terra, animais e vegetais.

O homem vive como se fosse o dono do mundo, poluindo a natureza, destruindo tudo que vê pela frente em nome de um progresso material que vai a regresso. Um progresso de degeneração onde tudo se multiplica, enfraquece e fica poluído. A impressão que fica é que o homem é um vago bicho sem destino que nasceu em cima deste chão sem saber por quê e para quê.

O homem comporta-se, como bem explicou o filósofo alemão Friedrich Nietzsche como se Deus estivesse morto. “Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará?

Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste ato não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu ato mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste ato, de uma história superior a toda a história até hoje!”.

O Problema do Mal e a Pretensão do Nada Ser Humano

Voltando ao que dizia o filósofo Epicuro em 341 a.C., o chamado problema do mal era basicamente responder à pergunta que não quer calar: como fazer para conciliar a existência do mal, do sofrimento, da morte e de tantas ruínas existentes neste mundo com o poderoso Deus? Afinal, este problema vai frontalmente contra a ideia da bondade absoluta de Deus. Logo, afirmar que Deus não existe não parecia tão absurdo quanto considerar que Ele teria criado, a sua imagem e semelhança, seres sofredores e mortais por capricho ou porque não tinha mais o que fazer em sua existência eterna, pura, limpa e perfeita.

Então, de onde vem o mal, se Deus é bom e fez todas as criaturas boas? Entender a natureza divina e encontrar, com base e lógica, o amor de Deus exige evolução do vivente. Pois a solução do problema do mal formulado por Epicuro é simples. Deus não criou este mundo. Este mundo é uma deformação, uma degeneração de uma energia pura, limpa e perfeita que deixou de ser o que era e transformou-se, naturalmente e por circunstâncias naturais, neste conjunto elétrico e magnético deformado.

O mal é o próprio ser humano e por ser mal é formado por um conjunto de ruínas reunidas que por si mesmas se destroem. A condição material está fora da verdadeira vida que é de energia de massa cósmica pura, limpa e perfeita. Uma energia que não se transforma, que não morre, pois a morte é uma transformação. Uma energia que não deixa de ser o que era para ser outra coisa, pois não está fora do seu verdadeiro estado natural. E entender a cosmologia que deu causa a este universo deformado é libertar-se das crenças, dogmas, mágicas e fenômenos dos antigos atrasadões e enxergar a lei de causa e efeito, a realidade positiva de que Deus existe e não deu causa a nossa vida miserável.

Leia o Artigo Principal

Sobre 

Luiz é estudante de Cultura Racional dos Livros Universo em Desencanto, jornalista e rapper. Ouça nosso rap e baixe gratuitamente no Soundclod: https://soundcloud.com/filhosdoracionalsuperior

    Find more about me on:
  • facebook
  • youtube

Compartilhe!

One thought on “Saiba por que o Poderoso Deus de Nietzsche não Está Morto

  1. Danusa paulino Souto

    N a verdade meus amigos, o Deus morto de Nietzche é o Deus judaico cristão, aquele todo poderoso que castiga, maltrata, maldoso fazendo com que a grande maioria dos homens, com receio desse Deus colérico e raivoso, ficasse com medo de viver, de assumir a vida. Era a construção da “moral dos fracos” em contraposição a “moral dos fortes”, os que nãom admitiam essa ladainha. A religião para ele (mas principalmete a cistã já que ele tinha sido educado no seio de família protestante) por mostrar verdes absolutas sem questionamento para suas contradições, castrava do homem o seu instinto de liberdade e criatividade. Então ele fazia questão de suprimir esse além e voltar-se para a realidade da terra. Se ele tivesse conhecido a Cultura Racional a fundo, ele ia perceber que ela era esse desencanto, essa libertação.

Comments are closed.